Os bogs e a aprendizagem

Apesar de todos os avanços tecnológicos a escola mantém métodos tradicionais de ensino, empregando as mesmas tecnologias do passado: quadro negro e giz. Porém, há recursos tecnológicos que podem ser muito explorados no ambiente escolar. O Weblog destaca-se como um dos mais favoráveis pelas facilidades encontradas desde a sua criação à forma simples de uso. O blog com fins educacionais favorece a auto-aprendizagem, a motivação e a autonomia. Os posts são textos autênticos e vão sendo enriquecidos através de links e comentários dos visitantes. A autoria favorece a construção do conhecimento do indivíduo que escreve e daquele que lê e interage através de opiniões, gerando a desestabilização desse saber num processo contínuo de mudanças de forma não-linear, envolvendo a todos em um ambiente de constante construção colaborativa.

sábado, 26 de novembro de 2011

Cuidados com a grafia.

Gostaria de esclarecer que este blog foi criado com fins educacionais. A intenção do projeto Educar para a Paz era que os alunos discutissem, refletissem e trocassem ideias sobre um assunto inquietante tanto para os estudantes, educadores e até para a própria família dos estudantes em geral. Como as postagens foram feitas de forma espontânea, por alunos que ainda estão em formação escolar é natural que haja erros de grafia. Isto aconteceu principalmente com os alunos de 5ª série. Tendo em vista que objetivo do blog não era que escrevessem corretamente(isso seria o ideal), mas sim a interação do grupo, os erros gramaticais foram perdoados. Há também um cartaz com um erro de grafia, mas está muito criativo, por esse motivo eu não o excluí da exposição. O trabalho foi muito importante para o grupo; trouxe-me recompensas no meu dia a dia.
Os alunos na escrita virtual não tem preocupação com a gramática; esse é um tema para que nós educadores, também possamos desenvolver trabalhos abordando esse aspecto: o cuidado com a escrita. O "Internetês" ( abreviações e emoticons), também são uma forma de expressão não aceita pela norma culta da Gramática, mas que é real e já é vista como forma de expressão via internet. Esses são temas que devem ser abordados em aula e os jovens devem saber o que é ou não permitido quanto à forma da escrita. Depende de cada circunstância e objetivos propostos. Porém, é obrigação dos alunos saberem a forma culta da língua do País em que vivem e dever nosso, educadores que somos, orientá-los.

sábado, 19 de novembro de 2011

Organização do Show de Talentos

My dears!
Vamos nos comunicar através deste espaço para organizar o show de talentos, que será feita para a conclusão das atividades deste ano letivo. Aqueles alunos que já sabem o que vão apresentar, continuem ensaiando; as turmas em que o trabalho ainda não havia começado vou dispor orientações através deste blog. As sugestões de vocês são bem vindas! Kisses

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A violência escolar

My dears!
Fico muito satisfeita em saber que todos vocês sabem o que é bullying; vejo que todos acreditam que isso não é uma prática positiva, saudável. Percebo que mudanças estão acontecendo e que há cobrança de uns com outros para que isso não ocorra. Este era o meu principal objetivo: que todos nos mobilizemos para combater essa violência que só traz sofrimento como consequência da falta de respeito com os outros. Vamos disseminar essa ideia: DIGA NÃO AO BULLYING!
Com certeza a vida com respeito é muito melhor! DIGA SIM À PAZ!
Eu também fiz um acróstico com a palavra HARMONIA.


Há diversas maneiras de demonstrar amizade
Amar com simplicidade
Respeitando nosso irmão
Mostrando a felicidade
O valor da educação
Não cultivando intrigas
Incentivando a união
Alegrando-se com as pessoas, da forma que elas são.

domingo, 16 de outubro de 2011

Elaboração do acróstico e Cartazes

Hi boys and girls!
Não esqueçam de elaborar os acrósticos e os cartazes conforme conversamos em aula! Os trabalhos podem ser elaborados em grupos até 4.
A big kiss to you!

domingo, 18 de setembro de 2011

BULLYING

A violência escolar

My dears Pupils!
Na aula passada, podemos ler e interpretar a poesia PAZ de Valdemi Cavalcanti Teixeira, de Uibaí/BA. Na poesia ela fala muito do amor e da solidariedade, da falta de amor no mundo e também fala "eu quero ter valor pro meu País". O mundo está cada vez mais violento, as pessoas estão cada vez mais intolerantes, praticando ações negativas sem pensar nas consequências. Atualmente se dá mais valor pelo o que as pessoas tem do que pelo que as pessoas são. Essa violência, infelizmente, está presente até mesmo na escola. As pessoas que não se importam com o outro, que não tem solidariedade com os problemas do outro, que não valoriza o verdadeiro sentido do amor ao póximo acabam ferindo e desrespeitando seus semelhantes. Essa violência na escola denomina-se BULLYING. Esta palavra é de origem inglesa mas muito temos ouvido falar aqui no Brasil. Bullying é toda a forma de agressão: física ou psicológica feita de aluno contra outro, ou um grupo de alunos contra outro. Essas ações podem ser praticadas de diversas formas, e o que caracteriza esse ato é a forma persecutória, repetitiva da violência de uns contra outros. Essa prática não leva a bons resultados para ninguém; nem para que faz , nem para quem é vitima: o resultado é sempre negativo. Quem pratica o bullying tem problemas de aceitação, quer subjugar alguém; quer dominar aquele que se demonstra mais frágil ou diferente. Devemos sempre valorizar o que há de bom nas pessoas e não supervalorizar as coisas que nos parecem negativas. Cada um deve ser respeitado da forme que é. Vamos cultivar o AMOR, a SOLIDARIEDADE e a HARMONIA!!!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Vídeo Paz

Students! Hi!
Quando vocês analisarem o vídeo sobre a Paz, observem as frases mas também as imagens.
Nós pertencemos a natureza; não somos donos dela. Como ser integrante da natureza de forma positiva? Que atitudes devemos ter de modo geral? ( Com os outros e com o ambiente que nos cerca?) O que a rosa branca nos leva a pensar? O que aqueles animaizinhos juntos representam? Aquelas duas árvores tão diferentes ocupando o mesmo espaço nos faz refletir sobre o quê? As pessoas pulando o que representam? O que representa o menino abraçado a um cachorro? O que é harmonia...? Quero ler os posts de vocês! HUGS!!!

sábado, 27 de agosto de 2011

Paz

Hello!
Estou muito satisfeita com as reflexões que estamos fazendo... devemos refletir sobre as nossas ações. Como eu sou? Eu sou tolerante com as falhas dos outros? Eu trato aos outros como eu gostaria de ser tratado? Se alguém apresenta alguma deficiência eu procuro ajudá-lo a superar?
Ser solidário é também ajudar a quem precisa de bens materiais, mas principalmente tratar as pessoas com respeito e com amor.
Kisses to you!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Nick Jonas & The Administration - Who I Am

DESENVOLVIMENTO DO PROJETO EDUCAR PARA A PAZ

Queridos alunos,
Tivemos a oportunidade de assistir no datashow da escola o videoclip da música "WHO I AM", de Nick Jonas & Administration. Esse vídeo foi utilizado como um Objeto Virtual de Aprendizagem ( OVA).
Que significações esse videoclip trouxe para você?

domingo, 17 de julho de 2011

Projeto Educar para Paz

As tecnologias digitais podem ser grandes aliadas para o desenvolvimento da aprendizagem como recurso motivador e de interatividade. Como aluna da Pós Graduação do Curso TIC EDU ( Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação) da FURG, pretendo através deste blog ,desenvolver o projeto EDUCAR PARA A PAZ. O projeto tem a finalidade abordar as questões do respeito e das práticas de violência nas escolas.

domingo, 19 de junho de 2011

No jornal Zero Hora de 1º. de Junho de 2011, consta uma reportagem com o título CUIDADOS NA WEB/ A lei de olho nas redes sociais, de Marina Goulart onde fala dos desafios de sites de relacionamento. Segundo a reportagem, " Dizer o que bem se entende nas redes sociais pode custar muito caro, avisa o advogado Renato Opice Blum.
As indenizações pagas a quem foi ofendido ou lesado no ambiente virtual passam em muitos casos dos R$100 mil.
Renato Opice Blum, especialista em direito digital, relata " Já tivemos casos de cyberbullying, ou de alunos que criaram uma comunidade no Orkut para hostilizar a professora. Esses episódios resultaram em indenização, e os pais é que acabaram pagando".

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O Jornal Hoje da rede globo volta a falar sobre a prática do bullying nas escolas. Este é um assunto que tem sido recorrente nas reportagens da televisão e jornais. Este é um problema que preocupa a todos. Na reportagem é citado um fator importante referente a essa prática: a pessoa vítima desse ato se omite. Não fala do assunto com a família e professores. Porém, quem sofre bullying apresenta mudanças em seu comportamento e baixo rendimento escolar; isso pode ser um indício para que educadores e familiares possam investigar e ajudar a pessoa molestada.
Como a escola poderá amenizar esta violência no ambiente escolar?

terça-feira, 10 de maio de 2011

A escola tem papel fundamental na formação de cidadãos conscientes e que saibam conviver em sociedade. Uma da regras básicas para conviver com o outro é o respeito mútuo. Não é possível que um ser humano seja humilhado e excluído por ser diferente dos demais, seja na forma física ou na forma de ser e de agir. Saber respeitar as diferenças é fundamental. A escola juntamente com a família tem um papel de grande poder de interferência na formação de jovens que estão em crescimento físico, psicológico e intelectual. A exclusao é uma forma de agressão, que é feita das diversas formas de violência, tanto física como verbal. Lamentavelmente, vivemos em uma sociedade perdida nas questões de valores, de respeito e de limites.Isso está se refletindo no ambiente escolar, onde são constatados altos índices de violência e a prática do bullying.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

No Jornal Zero Hora , quarta-feira, 27 de abril de 2011 traz uma reportagem entitulada BYLLYING NA ESCOLA. Segundo a reportagem, 47,1 das vítimas convertem-se em agressores. A pesquisa foi feita em dois municípios gaúchos. " Duas pesquisas desenvolvidas no interior do Estado podem ajudar a entender o que está por trás de uma prática que vem corroendo as escolas gaúchas e preocupando as autoridades, educadores, pais e estudantes.
Uma delas foi realizada em Pelotas por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas(UFPel), sendo publicada no jornal da Sociedade Brasileira de Pediatria. A outra foi realizada pelo Instituto Methodus nas escolas públicas de Jaguari, região central do Estado."
Segundo a pesquisa que consta na página 28 do Jornal, a incidência maior se dá com alunos do sexo masculino, abrangendo todas as faixas etárias mas evidenciando entre estudantes entre 12 a 18 anos. Todas as séries são atingidas mas destaca-se maior incidência na 5ª. série. Dentro do tipo de agressões as verbais tem maior índice (75,l %), e em segundo lugar as agressões físicas (62,4%). Segundo a pesquisa a maior parte das agressões se dá no pátio da escola(57,7 %) e em segundo lugar em sala de aula (30,2%). Além das estatísticas a reportagem revela algumas recomendações de especialistas aos envolvidos ( Direção e Professores, Alunos, Pais de Vítimas e Pais de Agressores).
A reportagem também inclui soluções apontadas por três especialistas para conter a violência nas escolas.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Bullying: quando a escola não é um paraíso


Geane de Jesus Silva,
psicopedagoga, professora de Psicologia da Educação e
coordenadora pedagógica, Jitaúna, BA.
Endereço eletrônico: enaeg@hotmail.com

Brigas, ofensas, disseminação de comentários maldosos, agressões físicas e psicológicas, repressão. A escola pode ser palco de todos esses comportamentos, transformando a vida escolar de muitos alunos em um verdadeiro inferno.

Gislaine, aluna da 2ª série, de oito anos, estava faltando frequentemente à escola. Quando comparecia, chorava muito e não participava das aulas, alegando dores de cabeça e medo. Certo dia, alguns alunos procuraram a professora da turma dizendo que a garota estava sofrendo ameaças. Teria que dar suas roupas, sapatos e dinheiro para outra aluna, caso contrário apanharia e seria cortada com estilete.

Carlos, da 5ª série, foi vítima de alguns colegas por muito tempo, porque não gostava de futebol. Era ridicularizado constantemente, sendo chamado de gay nas aulas de educação física. Isso o ofendia sobremaneira, levando-o a abrigar pensamentos suicidas, mas antes queria encontrar uma arma e matar muitos dentro da escola.

Os casos descritos acima são reais e revelam a agressão sofrida por crianças dentro da escola, colhidos e narrados por Cleo Fante como parte de uma pesquisa sobre a violência nas escolas, publicados em seu livro “Fenômeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz”. Esses e muitos outros casos de agressões e violências entre os alunos desde as séries iniciais até o ensino médio, demonstram uma realidade assustadora que muitos desconhecem, ou não percebem, trazendo à tona a discussão sobre o fenômeno bullying, o grande vilão de toda essa história. Mas o que é? Quais as causas? Como prevenir?

Significado do termo

A palavra bullying é derivada do verbo inglês bully que significa usar a superioridade física para intimidar alguém. Também adota aspecto de adjetivo, referindo-se a “valentão”, “tirano”. Como verbo ou como adjetivo, a terminologia bullying tem sido adotada em vários países como designação para explicar todo tipo de comportamento agressivo, cruel, intencional e repetitivo inerente às relações interpessoais. As vítimas são os indivíduos considerados mais fracos e frágeis dessa relação, transformados em objeto de diversão e prazer por meio de “brincadeiras” maldosas e intimidadoras.

Desconhecimento e indiferença

Estudos indicam que as simples “brincadeirinhas de mau-gosto” de antigamente, hoje denominadas bullying, podem revelar-se em uma ação muito séria. Causam desde simples problemas de aprendizagem até sérios transtornos de comportamento responsáveis por índices de suicídios e homicídios entre estudantes.
Mesmo sendo um fenômeno antigo, mantém ainda hoje um caráter oculto, pelo fato de as vítimas não terem coragem suficiente para uma possível denúncia. Isso contribui com o desconhecimento e a indiferença sobre o assunto por parte dos profissionais ligados à educação. Pode ser manifestado em qualquer lugar onde existam relações interpessoais.

Conseqüências marcantes

As conseqüências afetam a todos, mas a vítima, principalmente a típica (ver quadro), é a mais prejudicada, pois poderá sofrer os efeitos do seu sofrimento silencioso por boa parte de sua vida. Desenvolve ou reforça atitude de insegurança e dificuldade relacional, tornando-se uma pessoa apática, retraída, indefesa aos ataques externos.
Muitas vezes, mesmo na vida adulta, é centro de gozações entre colegas de trabalho ou familiares. Apresenta um autoconceito de menos-valia e considera-se inútil, descartável. Pode desencadear um quadro de neuroses, como a fobia social e, em casos mais graves, psicoses que, a depender da intensidade dos maus-tratos sofridos, tendem à depressão, ao suicídio e ao homicídio seguido ou não de suicídio.
Em relação ao agressor, reproduz em suas futuras relações, o modelo que sempre lhe trouxe “resultados”: o do mando-obediência pela força e agressão. É fechado à afetividade e tende à delinqüência e à criminalidade.
Isso, de certa maneira, afeta toda a sociedade. Seja como agressor, como vítima, ou até espectador, tais ações marcam, deixam cicatrizes imperceptíveis em curto prazo. Dependendo do nível e intensidade da experiência, causam frustrações e comportamentos desajustados gerando, até mesmo, atitudes sociopatas.

O papel da educação

A educação do jovem no século XXI tem se tornado algo muito difícil, devido à ausência de modelos e de referenciais educacionais. Os pais de ontem, mostram-se perdidos na educação das crianças de hoje. Estão cada vez mais ocupados com o trabalho e pouco tempo dispõem para dedicarem-se à educação dos filhos. Esta, por sua vez, é delegada a outros, ou em caso de famílias de menor poder aquisitivo, os filhos são entregues à própria sorte.
Os pais não conseguem educar seus filhos emocionalmente e, tampouco, sentem-se habilitados a resolverem conflitos por meio do diálogo e da negociação de regras. Optam muitas vezes pela arbitrariedade do não ou pela permissividade do sim, não oferecendo nenhum referencial de convivência pautado no diálogo, na compreensão, na tolerância, no limite e no afeto.
A escola também tem se mostrado inabilitada a trabalhar com a afetividade. Os alunos mostram-se agressivos, reproduzindo muitas vezes a educação doméstica, seja por meio dos maus-tratos, do conformismo, da exclusão ou da falta de limites revelados em suas relações interpessoais.
Os professores não conseguem detectar os problemas, e muitas vezes, também demonstram desgaste emocional com o resultado das várias situações próprias do seu dia sobrecarregado de trabalhos e dos conflitos em seu ambiente profissional. Muitas vezes, devido a isso, alguns professores contribuem com o agravamento do quadro, rotulando com apelidos pejorativos ou reagindo de forma agressiva ao comportamento indisciplinado de alguns alunos.

O que a família pode fazer?

Não há receita eficaz de como educar filhos, pois cada família é um mundo particular com características peculiares. Mas, apesar dessa constatação, não se pode cruzar os braços e deixar que as coisas aconteçam, sem que os educadores (primeiros responsáveis pela educação e orientação dos filhos e alunos) façam algo a respeito.
A educação pela e para a afetividade já é um bom começo. O exercício do afeto entre os membros de uma família é prática primeira de toda educação estruturada, que tem no diálogo o sustentáculo da relação interpessoal. Além disso, a verdade e a confiabilidade são os demais elementos necessários nessa relação entre pais e filhos. Os pais precisam evitar atitudes de autoproteção em demasia, ou de descaso referente aos filhos. A atenção em dose certa é elementar no processo evolutivo e formativo do ser humano.

O que a escola pode fazer?

Em relação à escola, em primeiro lugar, deve conscientizar-se de que esse conflito relacional já é considerado um problema de saúde pública. Por isso, é preciso desenvolver um olhar mais observador tanto dos professores quanto dos demais profissionais ligados ao espaço escolar. Sendo assim, deve atentar-se para sinais de violência, procurando neutralizar os agressores, bem como assessorar as vítimas e transformar os espectadores em principais aliados.
Além disso, tomar algumas iniciativas preventivas do tipo: aumentar a supervisão na hora do recreio e intervalo; evitar em sala de aula menosprezo, apelidos, ou rejeição de alunos por qualquer que seja o motivo. Também pode-se promover debates sobre as várias formas de violência, respeito mútuo e a afetividade tendo como foco as relações humanas.
Mas tais assuntos precisam fazer parte da rotina da escola como ações atitudinais e não apenas conceituais. De nada valerá falar sobre a não-violência, se os próprios profissionais em educação usam de atos agressivos, verbais ou não, contra seus alunos. Ou seja, procurar evitar a velha política do “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”.

Ações exemplares

Há diversos exemplos claros de ação eficiente contra o bullying no espaço escolar. Uma delas é o programa “Educar para a paz”, criado e desenvolvido por Cleo Fante e equipe, que trabalha com estratégias de intervenção e prevenção contra a violência na escola. Além disso, também existem sites sobre o assunto como que visam a alertar e informar profissionais e pais no combate ao bullying. Destaca-se o trabalho da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Criança e ao Adolescente, com os sites: www.abrapia.org.br e www.bullying.com.br



Características de bullying

Segundo Cleo Fante, no livro “Fenômeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz”, os atos de bullying entre alunos apresentam determinadas características comuns:

• Comportamentos deliberados e danosos, produzidos de forma repetitiva num período prolongado de tempo contra uma mesma vítima;
• Apresentam uma relação de desequilíbrio de poder, o que dificulta a defesa da vítima;
• Não há motivos evidentes;
• Acontece de forma direta, por meio de agressões físicas (bater, chutar, tomar pertences) e verbais (apelidar de maneira pejorativa e discriminatória, insultar, constranger);
• De forma indireta, caracteriza-se pela disseminação de rumores desagradáveis e desqualificantes, visando à discriminação e exclusão da vítima de seu grupo social.


Os protagonistas do bullying

A vítima pode ser classificada, segundo pesquisadores, em três tipos:

• Vítima típica: é pouco sociável, sofre repetidamente as conseqüências dos comportamentos agressivos de outros, possui aspecto físico frágil, coordenação motora deficiente, extrema sensibilidade, timidez, passividade, submissão, insegurança, baixa auto-estima, alguma dificuldade de aprendizado, ansiedade e aspectos depressivos. Sente dificuldade de impor-se ao grupo, tanto física quanto verbalmente.

• Vítima provocadora: refere-se àquela que atrai e provoca reações agressivas contra as quais não consegue lidar. Tenta brigar ou responder quando é atacada ou insultada, mas não obtém bons resultados. Pode ser hiperativa, inquieta, dispersiva e ofensora. É, de modo geral, tola, imatura, de costumes irritantes e quase sempre é responsável por causar tensões no ambiente em que se encontra.

• Vítima agressora: reproduz os maus-tratos sofridos. Como forma de compensação procura uma outra vítima mais frágil e comete contra esta todas as agressões sofridas na escola, ou em casa, transformando o bullying em um ciclo vicioso.

O agressor pode ser de ambos os sexos. Tem caráter violento e perverso, com poder de liderança, obtido por meio da força e da agressividade. Age sozinho ou em grupo. Geralmente é oriundo de família desestruturada, em que há parcial ou total ausência de afetividade. Apresenta aversão às normas; não aceita ser contrariado, geralmente está envolvido em atos de pequenos delitos, como roubo e/ou vandalismo. Seu desempenho escolar é deficitário, mas isso não configura uma dificuldade de aprendizagem, já que muitos apresentam nas séries iniciais rendimento normal ou acima da média.

Espectadores são alunos que adotam a “lei do silêncio”. Testemunham a tudo, mas não tomam partido, nem saem em defesa do agredido por medo de serem a próxima vítima. Também nesse grupo estão alguns alunos que não participam dos ataques, mas manifestam apoio ao agressor.


Como identificar os envolvidos?

De acordo com as indicações de Dan Olweus, psicólogo norueguês da Universidade de Bergen e importante pesquisador sobre o assunto, para que uma criança ou adolescente seja identificado como vítima ou agressor, pais e professores precisam ter atenção se o mesmo apresenta alguns comportamentos:

VÍTIMA

Na escola
• Durante o recreio está freqüentemente isolado e separado do grupo, ou procura ficar próximo do professor ou de algum adulto;
• Na sala de aula tem dificuldade em falar diante dos demais, mostrando-se inseguro ou ansioso;
• Nos jogos em equipe é o último a ser escolhido;
• Apresenta-se comumente com aspecto contrariado, triste, deprimido ou aflito;
• Desleixo gradual nas tarefas escolares;
• Apresenta ocasionalmente contusões, feridas, cortes, arranhões ou a roupa rasgada, de forma não-natural;
• Falta às aulas com certa freqüência;
• Perde constantemente os seus pertences.

Em casa
• Apresenta, com freqüência, dores de cabeça, pouco apetite, dor de estômago, tonturas, sobretudo de manhã;
• Muda o humor de maneira inesperada, apresentando explosões de irritação;
• Regressa da escola com as roupas rasgada ou sujas e com o material escolar danificado;
• Desleixo gradual nas tarefas escolares;
• Apresenta aspecto contrariado, triste deprimido, aflito ou infeliz;
• Apresenta contusões, feridas, cortes, arranhões ou estragos na roupa;
• Apresenta desculpas para faltar às aulas;
• Raramente possui amigos, ou se possui, são poucos os que compartilham seu tempo livre;
• Pede dinheiro extra à família ou furta;
• Apresenta gastos altos na cantina da escola.

AGRESSOR

Na escola
• Faz brincadeira ou gozações, além de rir de modo desdenhoso e hostil;
• Coloca apelidos ou chama pelo nome e sobrenome dos colegas, de forma malsoante;
• Insulta, menospreza, ridiculariza, difama;
• Faz ameaças, dá ordens, domina e subjuga;
• Incomoda, intimida, empurra, picha, bate, dá socos, pontapés, beliscões, puxa os cabelos, envolve-se em discussões e desentendimentos;
• Pega materiais escolares, dinheiro, lanches e outros pertences dos outros colegas, sem consentimento.

Em casa
• Regressa da escola com as roupas amarrotadas e com ar de superioridade;
• Apresenta atitude hostil, desafiante e agressiva com pais e irmãos, chegando a ponto de atemorizá-los sem levar em conta a idade ou a diferença de força física;
• É habilidoso para sair-se bem em “situações difíceis”;
• Exterioriza ou tenta exteriorizar sua autoridade sobre alguém;
• Porta objetos ou dinheiro sem justificar sua origem.


Bibliografia indicada

CONSTANTINI, Alessandro. Bullying, como combatê-lo? : prevenir e enfrentar a violência entre jovens. SP: Itália Nova editora, 2004.
CURY, A. J. Pais brilhantes, professores fascinantes. RJ: Sextante, 2003.
FANTE, Cleo. Fenômeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. 2. ed. rev. Campinas, SP: Verus editora, 2005.
TIBA, Içami. Quem ama, educa! SP: Gente, 2002.

Artigo publicado na edição nº 364 do jornal Mundo Jovem - março de 2006, páginas 2 e 3.

Disponível em: http://www.pucrs.br/mj/bullying php Acesso em 22/04/2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Educação e o Mundo Digital

O mundo está unificado. O processo de globalização através do avanço das tecnologias nos insere num contexto de relações que já não se mostram com as antigas dimensões. A relação das pessoas entre si e com o mundo está em transformação e não há como ignorar essa realidade. A tecnologia está presente no cotidiano de todas as pessoas.
No contexto educativo, porém, a evolução dos meios tecnológicos como instrumento de estudo é lenta. O professor começa a viabilizar o emprego da informática como um recurso mais dinâmico e mais atrativo para que a educação melhore. Há necessidade de que haja mudanças metodológicas que permitam um redimensionamento das práticas docentes. Os Projetos Pedagógicos ou as Unidades de Aprendizagem são meios que podem proporcionar essa mudança. Através desse recurso e o uso das tecnologias digitais o estudante desenvolve a autonomia, construindo uma nova forma de "saber". Esta é uma maneira de fazer links entre o ensino e a informatização.